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Lean & Manutenção 15 de out. de 2026 5 min

Paradas não programadas: o pilar que ninguém quer olhar (e que define seu OEE).

Trabalho com TPM desde 2004. Passei pela escola portuguesa na Schincariol, pela japonesa na Brasil Kirin e pela holandesa na Heineken. E se um pilar separa plantas que “fazem TPM” de plantas que colhem resultado, é o PM — Manutenção Planejada.

GG

Gabriel Galle

Gestão Industrial & G&G Consultoria

Trabalho com TPM desde 2004. Passei pela escola portuguesa na Schincariol, pela japonesa na Brasil Kirin e pela holandesa na Heineken. E se um pilar separa plantas que “fazem TPM” de plantas que colhem resultado, é o PM — Manutenção Planejada.

Quando falamos de TPM, muita gente lembra logo do 5S ou da Manutenção Autônoma. Mas o PM é o coração técnico do programa: é ele que transforma a manutenção de “apagador de incêndio” em gestão de ativos com estratégia.

Por que o PM é estrutural

O Pilar PM responde à pergunta mais crítica de qualquer operação: como garantir que meus equipamentos estejam disponíveis e confiáveis quando a produção precisar deles?

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Enquanto a Manutenção Autônoma transfere para o operador o cuidado básico, o PM garante que exista, por trás disso, um sistema profissional de manutenção. Sem PM, a Autônoma vira sobrecarga do operador. Com PM, as duas mãos trabalham juntas.

As ferramentas que fazem a diferença

  • Classificação de criticidade — nem toda máquina merece o mesmo tratamento. Mapear o impacto de cada equipamento na produção, na segurança e no custo define onde concentrar esforço.
  • FMEA de manutenção — mapear como cada equipamento falha. É isso que sustenta o plano, não achismo.
  • Manutenção Preditiva — vibração, termografia, análise de óleo. Detectar a degradação antes da falha é o que mais reduz paradas não programadas.
  • Gestão de backlog e RCA — ordens priorizadas e análise de causa raiz disciplinada. Sem isso, você trata sintomas e a falha volta mais cara.
  • Indicadores (MTBF, MTTR) — o PM vive de dados. Sem medir, não há gestão.

O que vi na prática

Em plantas que acompanhei na rota de certificações — do nível Bronze até referência mundial — o padrão se repetiu: onde o PM foi estruturado com criticidade bem definida, preditiva rodando e RCA ativo, o OEE subiu de forma sustentada. E onde o programa morreu, quase sempre foi pelo mesmo motivo.

O erro mais comum

Implementar TPM começando pela Manutenção Autônoma e pular o PM. O operador acha anomalias... e ninguém para corrigir. A frustração mata o programa em meses.

Autônoma e Planejada andam de mãos dadas. Uma sem a outra é meio caminho.

E você, como está a maturidade do PM na sua operação? Sua manutenção ainda apaga incêndio ou já planeja?

No próximo artigo, falo do pilar que sustenta tudo isso na ponta: o Pilar de Melhoria Específica (Kobetsu Kaizen).

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